Excesso de gordura pode alterar cérebro tanto quanto drogas fortes

terça-feira, 27 de abril de 2010

Ratos alimentados com alto teor de gordura apresentaram características semelhantes a dos animais viciados em cocaína

por Katherine Harmon

Como muitas pessoas, ratos ficam felizes em devorar uma comida saborosa, rica em gordura. Bacon, salsicha, chocolate e até mesmo o cheesecake rapidamente tornaram-se os pratos favoritos dos ratos de laboratório, que recentemente tiveram acesso a essas preferências humanas – tanto que os animais passaram a depender de grandes quantidades de gordura para se sentir bem, como acontece com usuários de drogas.

Um novo estudo publicado on-line no Nature Neuroscience descreve esses conflitos dos ratos, aumentando o conhecimento sobre a forma como o excesso de ingestão de alimentos pode provocar mudanças cerebrais; alterações que parecem criar uma dependência neuroquímica no “comedor” — ou no usuário. (Scientific American faz parte da Nature Publishing Group). Resultados preliminares do trabalho foram apresentados na Society for Neuroscience em outubro de 2009.

Como muitos comportamentos agradáveis – incluindo sexo e uso de drogas –, comer pode desencadear a liberação de dopamina, um neurotransmissor do cérebro que faz com que tenhamos uma sensação de bem-estar. Essa recompensa química interna, por sua vez, aumenta a probabilidade de que a ação associada acabará por se tornar habitual por meio de condicionamento de um reforço positivo. Se ativados diversas vezes, esses padrões neuroquímicos podem tornar-se uma dependência, resultado observado em muitos casos humanos, observa Paul Kenny professor adjunto no Departament of Molecular Therapeutics, do Scripps Research Institute em Jupiter, Flórida, e co-autor do novo estudo. “A maioria das pessoas com sobrepeso diria ‘eu gostaria de controlar meu peso e minha alimentação’, mas acham que é muito difícil controlar seu comportamento alimentar”, diz ele.

Apesar do crescente volume de pesquisa, não está muito claro se o alto consumo de gordura é iniciado por uma irregularidade química no cérebro ou se o próprio comportamento é capaz de mudar a composição bioquímica do cérebro. A nova pesquisa realizada por Kenny e seu colega Paul Johnson, estudante de graduação, mostram que ambas as condições são possíveis.

Para ver apenas como a superalimentação e obesidade alteram os circuitos de recompensa do cérebro, pesquisadores implantaram eletrodos nos cérebros dos ratos estimulando-os com recompensas para monitorar seus níveis de mudança. Alguns ratos receberam apenas uma hora por dia da “festa do sabor” (alimentos ricos em gordura), enquanto outros tiveram acesso quase que ilimitado (18 a 23 horas por dia). Todos os ratos, incluindo um grupo controle que não recebeu alimentação humana, tinham livre acesso à água e ao alimento padrão ─ ração saudável de laboratório.

Sem surpresas, ratos com acesso ampliado para alimentos gordurosos comeram muito pouco ou quase nada das rações saudáveis de laboratório e ficaram obesos rapidamente, consumindo cerca de duas vezes a quantidade de calorias do grupo controle. Os pesquisadores também descobriram que, mesmo ratos com acesso limitado aos alimentos insalubres estavam se esforçando ao máximo para obter mais alimentos gordurosos. Esses ratos consumiram 66% do total de calorias diárias em apenas uma hora de alimentos gordurosos, desenvolvendo um padrão de compulsão alimentar.

”A pesquisa do grupo de Kenny é uma grande contribuição”, diz Nicole Avena, pesquisadora associada e visitante do Departamento de Psiciologia da Princeton University, que não esteve envolvida no novo estudo, mas concluiu uma pesquisa similar sobre a dependência de dietas ricas em açúcar. Muitos estudos têm estabelecido uma conexão entre a ingestão excessiva de alimentos e a dependência química de animais e seres humanos. Um estudo de 2001 publicado no jornal The Lancet, observou uma carência de receptores de dopamina no cérebro de muitas pessoas obesas, assim como nos viciados em cocaína ou álcool. Essa nova pesquisa acrescenta uma compreensão mais sutil de como a alimentação pode modificar cérebro, e mostra que desde o início, diferenças no cérebro podem predispor um indivíduo para comer mais que outros.

Para iniciar um ciclo de dependência, a dopamina deve ser sentida, para que o cérebro amplie seus receptores. Muitos dependentes possuem um baixo nível de receptores de dopamina desde o início, ou causado pelo comportamento abusivo. Isso significa que cada vez mais procurarão por dopamina e substâncias indutoras para atingir um nível de recompensa neuroquímica que possam desfrutar. Quando algum dependente para de usar a substância, leva um tempo para que os receptores de dopamina sejam esgotados e retornarem aos níveis basais. Para os ratos viciados em cocaína pode levar até dois dias para recuperar os níveis normalizados. Já os ratos obesos levaram duas semanas para recuperar sua densidade inicial de receptores.

Para medir o quanto a quantidade de receptores de dopamina afetou o comportamento alimentar dos ratos, Kenny e Johnson inseriram um vírus nos cérebros de um grupo teste de animais para abater seus receptores D2 de dopamina, que são detectados em baixos níveis em humanos com dependência química. Eles descobriram que em vez de um aumento progressivo dos limites de recompensa do cérebro de ratos, eles quase que imediatamente apresentaram limites mais elevados que levaram a excessos imediatamente quando acesso a uma dieta rica em gordura foi liberado.

A genética provavelmente desempenha um papel importante na probabilidade de um indivíduo se tornar obeso, em ambos os sistemas metabólicos e neuroquímicos. Nos seres humanos, por exemplo, uma bandeira genética conhecida como o alelo A1 TaqIA tem sido associada a menos receptores D2, bem como a dependência tóxica e a obesidade. Nos ratos "ocasionalmente um ou dois animais por estudo não comeram demais", diz Kenny. Ele e seus colegas estão investigando possíveis bases genéticas desse fenômeno para ver se há um marcador genético similar que possa ser útil para ajudar os humanos a evitar a obesidade. Outras descobertas nesse campo podem ajudar no desenvolvimento de prevenção e possibilidades de um tratamento. Técnicas de aconselhamento, terapia e até mesmo tratamentos farmacêuticos têm demonstrado sucesso para o abuso de substâncias, dando esperanças a aqueles que lutam para se livrar de vicio, diz Kenny.

Matéria original


Dieta ou exercício?

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Por Alex Sander Alcântara

Exercício físico ou restrição alimentar. Qualquer dos dois fatores evitou que ratos obesos desenvolvessem disfunção cardíaca, segundo um estudo feito na Faculdade de Medicina em colaboração com a Escola de Educação Física e Esporte, ambas da Universidade de São Paulo (USP).

O trabalho indicou também que a associação das duas condutas não medicamentosas não resulta em benefício adicional na função cardíaca. A explicação dos pesquisadores para isso é que cada uma das intervenções isoladamente já é suficiente para evitar que a obesidade crônica provoque a disfunção cardíaca. De acordo com Carlos Eduardo Negrão, diretor da Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e orientador do estudo, as alterações cardíacas decorrentes da obesidade podem ser evitadas “se a restrição alimentar ou o exercício físico for utilizado como conduta não medicamentosa para interromper o processo de obesidade crônico”, disse.

Além de avaliar os efeitos do treinamento físico e da restrição alimentar na função cardíaca, um dos objetivos do estudo foi tentar esclarecer o papel dessas intervenções nos mecanismos moleculares envolvidos nas alterações cardíacas causadas pela obesidade.

Os resultados fazem parte da tese de doutorado “Efeito do treinamento físico e da restrição alimentar na função cardíaca e resistência à insulina em ratos obesos”, de Ellena Paulino, feita com apoio de Bolsa da FAPESP e defendida em novembro de 2009, com orientação de Negrão.

O docente também coordena o Projeto Temático “Exercício físico e controle autonômico na fisiopatologia cardiovascular”, apoiado pela Fundação, e é professor titular da Escola de Educação Física e Esporte da USP.

“O estudo acrescenta conhecimentos importantes sobre o papel do exercício e da restrição calórica nos mecanismos moleculares associados à função cardíaca na obesidade”, disse Negrão.
Na pesquisa, ratos wistar machos foram alimentados com dieta normocalórica (quantidade normal de calorias) ou hipercalórica (rica em gordura e açúcar) durante 25 semanas. Após esse período, os animais alimentados com a dieta hipercalórica foram subdivididos em quatro grupos e acompanhados por mais dez semanas.

No primeiro grupo, os ratos continuaram recebendo a dieta hipercalórica e foram mantidos sem treinamento físico. No segundo, continuaram com dieta hipercalórica e foram treinados. No terceiro, deixaram de receber esse dieta para serem submetidos à restrição alimentar (menos 20% da ingestão diária). No quarto grupo, os ratos foram submetidos ao treinamento físico e à restrição alimentar.

“Após a vigésima quinta semana, os animais submetidos à dieta hipercalórica não apresentavam alterações na função cardíaca, embora já apresentassem substancial ganho de peso”, explicou Ellena.

“Após mais dez semanas de alimentação rica em gordura e mais ganho de peso corporal, eles apresentaram alteração na força de contração do coração e nas proteínas moleculares envolvidas nessa função. Isso foi evitado nos animais submetidos ao exercício físico ou à restrição alimentar”, contou.

Outros benefícios

Outro resultado importante sobre o papel do exercício e da restrição alimentar alcançado no trabalho está relacionado ao metabolismo de lípides. “A restrição alimentar em associação com o exercício físico diminuiu significativamente a esteatose e a hipertrigliciridemia em animais obesos”, disse Ellena.

Mas se por um lado a associação da restrição alimentar e do exercício físico não mostrou efeito cumulativo nos parâmetros cardíacos, por outro lado essas duas intervenções associadas diminuíram a quantidade de gordura estocada no fígado de animais obesos (esteatose hepática) e, também, os níveis de triglicérides plasmático.

“Embora a restrição alimentar isoladamente diminua a quantidade de gordura acumulada no fígado, ela aumentou a concentração de triglicérides plasmático, o que sugere um aumento na resistência hepática à insulina. Esses são achados importantes. Sabe-se que a esteatose, triglicérides aumentados e a resistência à insulina elevam o risco de doença cardiovascular”, destacou Ellena.

Segundo a pesquisadora, o trabalho permite concluir que a restrição calórica e a prática de exercício devem ser recomendadas para a prevenção de alterações cardíacas e metabólicas causadas pela obesidade.

Fonte: Agência FAPESP 

Alguns alimentos que ajudam na dieta

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Achei esse vídeo muito interessante. Alguns alimentos nos ajudam a manter a dieta sem sacrifícios.



Dieta não saudável pode estimular depressão feminina

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010


Sua alimentação está longe de ser chamada de balanceada e saudável? Saiba que, além da possibilidade de conquistar indesejáveis quilos extras, esse hábito pode estimular a depressão feminina, de acordo com pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália.

A equipe analisou as avaliações psiquiátricas e de dietas de 1046 mulheres entre 20 e 93 anos, durante mais de 10 anos.

Os cientistas concluíram que a alimentação ocidental (com hambúrguer, pão branco, pizza, batatas fritas, bebidas de leite com sabor, cerveja, alimentos com açúcar) foi associada a uma maior probabilidade, mais de 50%, de desenvolver transtornos depressivos. Em contrapartida, tanto a depressão quanto a ansiedade se mostraram 30% menos prováveis entre as mulheres que mantém uma dieta mais tradicional australiana (vegetais, frutas, carne bovina, cordeiro, peixe e grãos integrais).

A pesquisadora Felice Jacka disse que não há um cardápio mágico, mas que a dieta deve conter principalmente hortaliças, frutas, grãos integrais, produtos com baixo teor de gordura e carne magra, com o intuito de ajudar na saúde física e sustentar o bem-estar mental. Processados e doces devem ser saboreados em pequenas quantidades e apenas de vez em quando.

O estudo constatou a necessidade de mais investigações para determinar se a alimentação não saudável realmente diminui a saúde mental e vice-versa. Os resultados foram divulgados na publicação American Journal of Psychiatry.

Patricia Zwipp

Encontrado aqui: http://migre.me/gScx


Ração Humana

domingo, 10 de janeiro de 2010


Gente, cheguei num ponto em que não consigo mais nem me olhar no espelho! Resolvi tomar uma atitude drástica! Além do mais, estou cheia de dores causadas pelo excesso de peso.

Uma amiga me falou que está se dando bem com uma tal Ração Humana. Nunca tinha ouvido falar, mas achei a ideia interessante. Vou colocar a receita e as instruções de uso abaixo e gostaria de saber se alguém aí já usou e o que achou.

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Ração Humana



Ingredientes


·        250 g de fibra de trigo


·        125 g de leite de soja em pó        


·        125 g de linhaça marrom   


·        100 g de açúcar mascavo


·        100 g de aveia em flocos


·        100g de gergelim com casca


·        75 g de gérmen de trigo


·        50 g de  gelatina sem sabor ( comprada em lojas de produtos naturais)


·        25 g de guaraná em pó


·        25 g de levedo de cerveja


·        25 g de cacau em pó


Misturar bem e colocar em um pote tampado na geladeira. Na geladeira dura 03 meses.


Para hipertensos, diabéticos e gestantes não utilizar o guaraná em pó e também se for usar à noite.


Preparo


·        250 mL de leite desnatado ou suco de soja


·        02 colheres ( sopa) do composto caseiro


·        01 fruta ( banana média; ou fatia de mamão; 06 morangos grandes; ou uma maça com casca). Se preferir utilize uma xícara da fruta que mais gostar.


·        Bater tudo no liquidificador e adoçar com mel ou melado de cana, se achar necessário.


Observações


1.     Para emagrecer 4 kg/mês : substituir o café da manhã


2.     Para emagrecer 8 kg/mês:  substituir o café da manhã e o jantar


3.     Opções para o frio: 250 mL de leite desnatado, 01 colher (chá)  de cacau em pó, 02 colheres (sopa) do composto e 01 colher ( sobremesa) de mel ou açúcar mascavo. Colocar o cacau e o composto no leite fervido. Adoce e mexa.
4. Meia hora antes beba meio copo de água



UPDATE (22/01/2010)

Gente, estou usando e senti diferença nas roupas. Meu marido teve resultados ainda melhores, já que, como homem, tem mais facilidade de emagrecer.


A ração não tem gosto ruim, não enjoa (já que você pode variar as frutas) e quando a gente toma não consegue comer mais nada! Incha o estômago!


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